City Tour em Budapeste - Como escolher?

Entre muitas visitas oferecidas em Budapeste, de repente e difícil achar a melhor solução. Escolher uma visita a pé, ou contratar um carro com motorista e guia que vai nós levar para os pontos turísticos em Budapeste? Aqui a baixo, vamos ver qual são as melhores opções.

 

City Tour em Budapeste

Qual e a melhor solução?

 

City Tour de 4 horas com guia e transporte pessoalizado

Esta opção dá uma vista bem completa da cidade, mas leva pouco tempo. Assim, a visita de 4 horas é a melhor opção para quem tem pouco tempo. Também, se gostar de alguma coisa, pode voltar depois e visitar mais esta atracão.

City Tour de 8 horas com guia e transporte pessoalizado

O city tour mais completo incluí quase todas as atracções que podem ser vistos em Budapeste. Naturalmente não dá tempo para visitar museus ainda, mas é possível visitar o maior prédio na Hungria, o Parlamento Húngaro, se avisar bem logo. (A visita do Parlamento precisa ser reservado com muita antecedência.)

Passeios a pé - para ver tudo de muito perto

Os passeios a pé do lado de Buda e do lado de Peste são o modo mais detalhado para conhecer a capital Húngara. Viajando de metro, de ónibus e eléctrico, os turistas tem a possibilidade de conhecer os habitantes desse metrópole. Além disso, andando a pé, as pessoas sentem mais a verdadeira atmosfera da cidade.

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As origens dos Magiares

A Hungria é um país com mais de 1.100 anos de história. Sua origem, como nação, aconteceu no ano 896 da era cristã, com a chegada das tribos pagãs dos magiares (daí o nome Magyasr, que também identifica o país internacionalmente) que migraram da Ásia para a chamada Bacia dos Cárpatos. Esta região já era habitada por outros povos, e os ciganos e magiares se juntaram a eles - o que resultou numa fusão de culturas entre os recém-chegados e aqueles que os receberam.

Foram sete tribos invasoras, com seus integrantes montados a cavalo - e sua imagem está reproduzida na Coluna do Milênio, com 36m de altura, no centro da Praça dos Heróis, ao final da Av. Andrassy (lado Pest). Os ciganos magiares trouxeram com eles seus costumes, sua audácia, seu espírito guerreiro - e também uma rica tradição musical, danças folclóricas e pratos de seus ancestrais. Assim se fez a Hungria.

De fato, a Hungria é um caldeirão de raças, a partir da chegada desses grupos zíngaros (ciganos, ou gitanos ). Já tinha entre seus habitantes muitos outros colonos, além de artistas, monges e instrutores que, mais tarde, vieram dos países vizinhos, e até de terras mais distantes, para se fixar no reino da Hungria.

O país tem uma rica história, que vale a pena ser vivenciada pelos visitantes. Budapeste é um caleidoscópio dessa diversidade cultural, combinando arte folclórica, tradições, belas paisagens, diversificada vida cultural e um jeito muito especial de se viver. Na verdade, a Hungria se orgulha de "ter um povo amistoso, de coração aberto, sempre receptivo aos visitantes".

Mas isso existe muito mais em folhetos do que na vida prática. As décadas sob o regime comunista fizeram o povo das antigas repúblicas do Leste Europeu (e a Hungria não é exceção) ser um tanto desconfiado, olhando o visitante com cautela. Não que o hostilize ou maltrate, mas o observa com certa desconfiança.

Aqui, o turismo vem exercendo um importante papel educativo, quebrando o gelo inicial e ganhando mais confiança dos locais. Com os milhares de visitantes que chegam a cada ano, o povo (em geral) acaba aprendendo a ser mais receptivo; a ter mais amabilidade no atendimento; a ter boa vontade também, se lhe pedirem ajuda. Em resumo: ter cordialidade e acabar com a frieza e distanciamento enraizados nesta civilização simbolizada pelo termo Cortina de Ferro, e sintetizada no Muro de Berlim.

Nos dois lados do Danúbio, é fácil notar as influências culturais dos países do leste e oeste nos monumentos históricos, nas tradições e na vida cultural da Hungria de hoje. Pode-se dizer que a história deste país foi agitada, no mínimo. Basta lembrarmos restos visíveis do Império Romano e os edifícios que remontam ao período da ocupação turca, que se estendeu por 150 anos. Há pequenas igrejas medievais, restos de muralhas, esplêndidas basílicas, magníficos palácios e fortalezas e castelos no topo das montanhas.

 

O primeiro castelo real de Buda

 

Se o lado Buda é a parte mais histórica da capital da Hungria, concentrando o Palácio Real, o castelo e outros monumentos nacionais, o lado Peste (Pest) é o melhor lugar para o turista ficar, porque nele estão os principais hotéis, os grandes magazines, as avenidas mais importantes, a Ópera Nacional, o Mercado Central, os mais ricos monumentos e toda a diversão ao longo desta margem esquerda do Danúbio Como o rio corre para oeste, Buda está na margem direita.

O magnífico Danúbio divide a capital húngara em duas partes, separando as colinas e os vales da montanhosa Buda da sempre plana e agitada Pest. Estando em qualquer um dos lados do rio, o turista fica encantado com o panorama fantástico das duas margens, graças à situação geográfica excepcional da cidade. Nos passeios noturnos de barco, o visitante fica praticamente sem saber para que lado olhar.

Algumas pontes que atravessam o rio e diversos edifícios à sua margem estão inscritos na lista do Patrimônio Mundial da Unesco - começando pelo primeiro castelo de Buda, edificado no séc. XII, para o qual a corte real se mudou em 1347. Fica bem visível o estilo arquitetônico dos séculos seguintes. O lado Buda parece um parque florestal, pela quantidade de árvores. Tem também mirantes e monumentos.

Um dos museus vivos da Cidade Velha é a Colina do Castelo. Andar por esta parte antiga - com um mínimo de trânsito - é uma experiência muito agradável. Parece que o tempo parou. Tudo é muito florido, quieto, silencioso. Pessoas idosas caminham pelas ruas. São comuns as pequenas casas de chá, onde o turista experimenta as fabulosas tortas húngaras.

Com o Budapest Card na mão, o turista pode se deslocar à vontade pelos dois lados do rio. Algumas linhas de bondes passam por uma das pontes, como a número 6, que é a mais moderna e de maior capacidade (vários carros azuis interligados), unindo o lado Pest a Buda. Estão também disponíveis para os visitantes 3 linhas principais de metrô.

 

Esztergom foi a primeira capital

 

Que o húngaro é uma língua dificílima, isto já se sabe - mas a grafia de certas palavras nos faz imaginar como é complicada a sua pronúncia. Este é o caso da vila real de Székesfehérvár, onde foi coroada e enterrada a maioria dos reis e rainhas húngaros. Os alicerces da basílica de Santo Estêvão, o primeiro rei do país, se encontram num jardim em ruínas, sendo também patrimônio nacional.

Esztergom foi a primeira capital do país. No ano 972, começou a construção do palácio real e aqui foi estabelecido e consolidado um poderoso reino cristão. A coroação do rei aconteceu no ano 1000. Esta cidade é o principal centro da fé cristã na Hungria. Seu museu tem uma das mais ricas coleções de arte da nação.

Até 1347, quando a corte real se transferiu para Buda, a sede do poder se localizava a 40 quilômetros ao norte, em Visegrád. Este é outro marco histórico e geográfico importante na tradição húngara: aqui as montanhas obrigam o Danúbio a virar para o sul, criando um dos mais belos panoramas do país. Ainda existem hoje as partes do Alto Castelo e Baixo Castelo, com exemplos da estrutura e funcionamento de uma capital real medieval. O Parque Nacional Duna-Ipoli foi a antiga zona de caça.

Ainda nesta pitoresca Curva do Danúbio os turistas podem conhecer Szentendre, um lugar nos arredores de Budapeste que se tornou refúgio predileto de artistas e intelectuais. A antiga vila tem sete igrejas, que merecem ser visitadas. Há também 40 museus, salas de exposições e galerias.

A imperatriz Sissi faz parte da história húngara também, porque tinha no Palácio Godolló uma de suas residências de férias. A esposa do imperador Francisco José da Áustria, da dinastia dos Habsburgos, acabou se tornando muito ligada sentimentalmente a Budapeste e seus arredores. Não se deve esquecer a rica história do Império Austro-Húngaro.

 

Excursões por Budapeste e arredores

 

O dia 31 de outubro é um divisor de águas no turismo da Europa - e na Hungria não é diferente. De 1º de abril até esta data, os turistas contam com oferta muito maior de horários nas várias excursões programadas por operadoras locais. Entre 1 de novembro e 31 de março, com a chegada do frio, os horários se reduzem pela metade, quando não são cancelados por mau tempo.

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Budapeste a cidade irresistível

É impossível resistir a tanta beleza. Nas duas margens do Danúbio, Budapeste, a capital da Hungria, encanta os visitantes

Como resistir a tanta beleza reunida, por quilômetros, nas duas margens do Rio Danúbio (aqui, chamado apenas Duna)? São mais de 200 museus, palácios, vestígios do Império Romano e dos 150 anos de dominação turca espalhados pela cidade, nos lados Buda e Pest, que antes foram cidades autônomas, atravessadas apenas por barcos, até serem interligadas por maravilhosas pontes e se transformarem na belíssima capital da Hungria.

Budapeste é tudo a um só tempo: clássica, majestosa, aristocrática, envolvente, sedutora, poética, musical. O folclore, as danças ciganas e as festas típicas são a principal herança das sete tribos invasoras, que percorreram quase a metade do mundo, saindo da Ásia, até chegarem à Bacia dos Cárpatos no ano de 896.

São mais de 1.100 anos de história, guerras, conquistas, impérios, dominação comunista e finalmente democracia. Essa rica herança húngara está bem representada pela Ópera Nacional, a Praça dos Heróis, o maior Parlamento do mundo, a maravilhosa Ponte das Correntes (Széchenyi), a Basílica de Santo Estêvão (primeiro rei do país), o Memorial ou Coluna do Milênio, as largas avenidas, o Mercado Central, os cassinos e hotéis de luxo, tudo isso reunido no lado Peste (Pest).

Na outra margem do Danúbio, o Palácio Real e Castelo de Buda, a Igreja Matias, a Cidade Velha, o Bastão dos Pescadores, os mirantes, a Fonte Gellért e as estátuas no meio de parques públicos e jardins floridos. Budapeste é mesmo uma festa para os olhos. Simplesmente irresistível.

Aos 6 milhões de visitantes que já recebe por ano, a capital da Hungria quer acrescentar turistas de outras partes do mundo, além dos europeus e asiáticos, e está de olho na América do Sul e, principalmente, no Brasil. Pode até vir a abrir um escritório de representação turística e promoção comercial em São Paulo, para estudar parcerias e formas de cooperação, de forma a atrair os turistas brasileiros, que têm fama de serem alegres, extrovertidos e grandes gastadores.

O outono está no seu auge, o inverno não demora a começar. Para aproveitar os últimos dias com mais luminosidade e temperaturas não tão frias ainda, a sugestão ao leitor de bom gosto e interessado em cultura e história é fazer um passeio à Europa Central, incluindo cidades como Budapeste e Praga, entre fins de outubro e meados de novembro. Ou então esperar até a próxima temporada com tempo bom, que vai de abril até outubro.

Para os mineiros, é bom saber que há cinco voos semanais diretos de Belo Horizonte-Confins para Lisboa, pela TAP, agora decolando aos 50 minutos da madrugada, com conexões para Budapeste - seja em voos diretos de 3h20 de duração, seja via Munique ou Frankfurt. Ainda estão em vigor as tarifas de baixa temporada, até o começo de dezembro.

Budapeste seduz, emociona e empolga.

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Mercado Central de Budapeste

À primeira vista, o Mercado Central de Budapeste seria apenas um paraíso de frutas, legumes, verduras e condimentos tradicionais, no país da páprica e dos temperos fortes. As pimentas são gigantescas, amarelas ou vermelhas, algumas verdes. Mas o Mercado é muito mais. Não que possam ser comprados aqui cachorros, pombos, gatos, coelhos, codornas e canarinhos, como em alguns mercados que existem. Ou que haja lojas de eletrônicos misturadas a barracas que vendem queijos, doces e carnes.

Sua grande qualidade - que o credencia a ser um modelo mundial - começa pela ampla oferta de espaços, e a claridade. Certos mercados são muito espremidos, com estacionamento pequeno e caro. Aqui, são três níveis diferentes, com acesso fácil por escadas de ferro, bastante largas, e, nas extremidades, por escadas rolantes (um luxo de país que pretende se modernizar, como a Hungria).

Por todo o Mercado Central de Budapeste entra muita luz natural. Nada de corredores sombrios ou mal iluminados, onde as pessoas ficam espremidas e trombando entre si. Aqui elas caminham normalmente. A exposição dos produtos é ampla, sem divisórias, de frente para os corredores laterais. E há prateleiras bem supridas de artigos variados. Já o corredor central é bem largo, dá para 15 pessoas caminharem lado a lado.

No segundo piso, o turista encontra o melhor do artesanato húngaro, começando pelos jogos para chá e café, tolhas bordadas, colchas, edredons e enfeites especiais de Natal. Há também uma série de pequenas lojas vendendo porcelanas e pratos pintados à mão, porta-copos, jogos de taças, peças de cristal de murano, roupa feminina, blusas, bijuterias e artesanato em geral. Neste mesmo andar, numa das extremidades, há um amplo restaurante, com mesas e cadeiras de madeira, servindo especialidades húngaras o ano inteiro. Para turistas, são dados cursos de rápida preparação de pratos tradicionais, como o goulash (e dão direito a diploma e foto).

O Mercado Central é muito limpo, bem sinalizado, sem curvas e sem labirintos. Os bondes amarelos que passam em frente são das linhas 47 e 49. Claro que o Mercado também fica no lado Pest, onde o turista se sente rodeado por muito mais atrações. Para quem vem do centro da cidade, pode-se caminhar pela rua Vási, a de pedestres, que ela acaba aqui em frente. É impossível destacar uma ou outra barraca, pois os nomes são complicados demais.

Uma camiseta de Budapeste custa de 8 a 10 euros; um boné legal, 5 euros. Pelas boas oportunidades de compras, pela variedade da oferta de temperos, e pela qualidade do restaurante (onde se come sentado, e sem gritaria, o Mercado Central é quase um programa obrigatório - daí a necessidade de passar um mínimo de 2 dias em Budapeste, pois há muito o que se ver.

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Budapeste, a cidade dos museus

Imagine uma cidade com mais de 200 museus à disposição dos visitantes: sim, estamos falando de Budapeste. Aqui há museus de tudo: de ferrovias, de armas, de telefonia, de bandeiras, de selos, de borboletas, de bonecas, de aviões antigos, de roupas dos tempos imperiais. Claro que os principais são muitos, e muito mais importantes: Museu de História Natural, das Artes, da Cultura, do Holocausto, da Tecnologia, da Eletrônica etc. Muitos deles fecham às segundas-feiras. Alguns nem cobram entrada. Em outros, elas custam de 4 a 8 euros.

Aquele turista mais interessado em compras, passeios, cassinos e vida noturna do que em enriquecimento cultural talvez não vai dar a mínima importância aos museus da capital húngara, mas alguns deles estão entre os mais importantes da Europa. Mas claro que é fundamental visitar lugares como a Ópera Nacional (Ul. Andrassy út. 22), palácio renascentista com maravilhosa decoração interna, monumental escadaria com tapetes vermelhos, teto e camarotes em dourado, e poltronas em veludo tom vinho. Visitas de segunda a domingo, mas somente entre 15 e 16 horas. Ingresso a 2.800 Huf, o florim húngaro.

Se não houver tempo para entrar no Parlamento, pelo menos conhecê-lo de frente, e depois pelos fundos, passeando de barco pelo Danúbio. Em húngaro, o prédio se chama Országház. Sua construção foi iniciada em 1885, para ser inaugurado no histórico ano de 1896, quando a nação húngara completou 1.000 anos. Na verdade, foi aberto apressadamente. A construção só acabou, oficialmente, em 1904.A cúpula tem 96 metros de altura. O prédio tem mais de 260 metros de comprimento (duas vezes e meia o tamanho do gramado do Mineirão) e inclui dez pátios interiores.

Também dignos de visita: o Castelo de Buda, que domina a cidade, visto de qualquer ângulo; o Bastão dos Pescadores, em estilo neogótico, junto às paredes do Castelo; a Colina Géllert, também no lado Buda, com uma das mais belas vistas da cidade e termas famosas mundialmente; o Zoológico e o Jardim Botânico. O lado Pest, por sertão plano, é indicado para passeios de bicicleta.

Sugiro também fazer um passeio no funicular, subindo ao alto do lado Buda - reparar que a estação (Budavari Siklo) é toda feita em cristais com armação de ferro. Outra dica: um passeio pela rua de pedestres Váci Utca, onde vai encontrar excelentes lojas de roupas e artigos variados, além de uma drogaria da rede alemã Rossmann (também de supermercados).

Ao final dos passeios, recomenda-se uma ida à Confeitaria Gerbeaud, com mais de 100 anos de tradição. Os fundadores vieram da Suíça. Destaque entre as tortas: de avelã, de morango, de nozes e chocolate.

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